18 de jan. de 2026
A Meritocracia dos Pés de Barro
5 de abr. de 2022
Militância politicamente correta e o verdadeiro despertar
por Slavoj Zizek
A suposta 'militância' liberal e sua cultura de cancelamento tem pouco a ver com despertar para o que está acontecendo no mundo e tentar mudá-lo - é somente muito barulho por nada, enquanto o status quo é cuidadosamente preservado.
A
reprovação liberal-conservadora para a assim chamada cultura do
cancelamento é que é muito radical: dizem que seus agentes querem
destruir todas as estátuas, limpar nossos museus, reescrever nosso
passado inteiro...em resumo, querem nos afastar de nossa memória
coletiva e purificar nossa linguagem cotidiana num linguajar vazio,
censurado e sem vida. Entretanto, acho que Ben Burgis está certo em seu
apelo de que os militantes da cultura do cancelamento são ''Comediantes que cancelam enquanto o mundo pega fogo'':
longe de ser 'radical', suas imposições de novas proibições e regras
são um dos casos específicos de pseudo-atividade, de como se assegurar
que nada realmente mudará pela simulação em ato tresloucado. Não por
acaso novas formas de capital, em particular os capitalistas hi-tech
anti-Trump (Google, Apple, Facebook), fervorosamente apoiem as lutas
antirracistas e pró-feminismo - o 'capitalismo militante' é nossa
realidade. Ninguém muda as coisas de verdade prescervendo medidas cuja
metas são estabelecer um equilíbrio superficial sem atacar as causas
implícitas deste desiquilíbrio.
(...)Existem algumas raras vozes de autêntica oposição na esquerda a estes caminhos em direção à falsa justiça - além de Burgis, podemos citar Angela Nagle e Katherine Angel. O único problema que tenho com o livro de Katherine chamado 'Tomorrow Sex Will Be Good Again' ('O Sexo Amanhã Será Novamente Bom') é o seu título, o qual parece implicar que o sexo uma vez sendo bom (não antagonístico) será também nas outras vezes. Eu raramente leio um livro em que concordo com suas premissas básicas tão fortemente - uma vez que essa premissa é formulada de modo conciso no comentário de capa do livro que cito desavergonhadamente:
''A
mulher está numa enrascada: no modo do consentimento e empoderamento,
elas devem mostrar seus desejos claramente e de modo confiante, ainda
que os pesquisadores da sexualidade sugiram que o desejo feminino é
sempre revelado lentamente e que os homens sejam astutos para afirmar
que eles sabem o que a mulher - e seus corpos - querem. Enquando isso, a
violência sexual é grande. Como podem as mulheres, nesse contexto,
saber com certeza o que elas querem e porque esperamos isso delas?
Katherine Angel desafia nossas certezas em relação ao desejo das
mulheres; por que, questiona, deveriamos esperar delas o conhecimento de
seus desejos e como podemos levar a violência sexual a sério quando não
saber o que elas querem é a chave seja do erotismo e da sua
personalidade?''
O
trecho acima é crucial: alguma teoria feminista deveria levar em
consideração o não-conhecimento como um ponto-chave da sexualidade e
colocar sua oposição à violência em um reacionamento sexual não nos
termos usuais do 'sim é sim', mas por evocar esse mesmo
não-conhecimento. Isto porque o jargão que afirma que as mulheres 'devem
dizer seus desejos claramente e com confiança' não é somente uma
imposição violenta na sexualidade mas literalmente uma dessexualização,
uma promoção do 'sexo sem sexo'. Daí o motivo do feminismo, em alguns
casos, impor precisamente o mesmo 'shaming and silencing'
(constrangimento e silenciamento) da sexualidade das mulheres que busca
combater. O que está por detrás da violência física (ou psicológica)
direta das investidas sexuais masculinas não desejadas é a presunção
condescendente de que ele sabe o que a mulher 'confusa'' não sabe (e é
dessa forma legitimizado a agir baseado nesse conhecimento). Poderia ser
uma justificativa que um homem é violento mesmo se ele trata uma mulher
de forma respeitosa - uma vez que é feito sobre essa presunção de saber
mais sobre os desejos dela do que ela própria soubesse.
Isto
não implica que o desejo das mulhres seja em algum sentido deficiente,
comparado àquele dos homens (que supostamente sabem o que querem) ; a
lição da psicanálise é que há sempre um vão que separa o que queremos
do que desejamos. Talvez aconteça que eu não somente deseje algo mas que
o queira sem pedir de modo explícito, escondendo o que me impulsiona -
procurar diretamente arruinaria a satisfação de conquistá-lo. E
inversamente, eu poderia querer algo, sonhar com isto, mas não desejá-lo
a fim de conseguí-lo - a minha completa consistencia da subjetividade
repousa nesse não-ter: conseguí-lo de modo direto levaria ao colapso de
minha subjetividade. Deveríamos ter sempre em mente que uma das mais
brutais formas de violência ocorre quando alguma coisa que secretamente
desejamos ou fantasiamos (mas que não estamos preparados para fazer na
vida real) é a imposto a nós por fatores externos.
A única forma de sexo que se encaixa perfeitamente no critério do politicamente correto é o contrato sado-masoquista.
Os
partidários de esquerda do politicamente correto sempre respondem aos
críticos que os enfoques nos 'excessos'' da militância, no aspecto
proibitivo do cancelamento e da cultura militante, ignoram uma ameaça
muito mais grave de censura. Mais precisamente no Reino Unido, nós temos
a polícia infiltrada nos sindicatos, regulação do que é publicado na
mídia e aparece na TV, crianças menores de famílias muçulmanas
interrogadas por ligações terroristas e até acontecimentos únicos como o
não solucionado encarceramento ilegal de Julian Assange...Uma vez que
eu concorde que a censura é muito pior do que os ''pecados' da cultura
do cancelamento, penso que isso possibilita o argumento final contra a
cultura militante e regulações politicamente corretas: por que a
esquerda politicamente correta enfoca nos detalhes regulatórios do como
nós falamos, etc em vez de trazer à tona as coisas muito mais
importantes citadas acima? Não é de se estranhar que Assange também
tenha sido atacado por algumas feministas politicamente corretas (não
só) da Suécia que não o apoiaram porque levaram a sério as acusações
sobre sua má conduta sexual (a qual foi desmentida depois por
autoridades suecas). Uma infração sem provas das regras do politicamente
correto relevou o fato de ser uma vítima de terrorismo de estado...
Entretanto, quando a postura militante toca num aspecto realmente importante da reprodução da ideologia hegemônica, a reação do establishment muda
do desdém pelo oponente em seus excessos para uma tentativa apavorada
de repressão violenta por meios legais. Sempre lemos na mídia
reclamações sobre o excesso de crítica de gênero e estudos raciais que
tentam reavaliar a narrativa hegemônica do passado americano. Mas
estamos agora no meio de uma contra-ofensiva reacionária em ação para
reestabelecer um mito de embranquecimento americano. Novas leis foram
propostas em no mínimo 15 estados dos Estados Unidos que visam banir o
ensino da 'teorica racial crítica', o chamado 'Projeto 1619 The New York
Times' (projeto editorial do jornal novaiorquino com ênfase em artigos
abordando a escravidão e suas implicações na sociedade norte-americana)
e, eufemisticamente, os 'conceitos divisionistas'.
As teorias proibidas são realmente divisionistas? Sim, mas somente no sentido restrito em que se opõem (dividem-se entre si) do mito hegemônico oficial que é já divisionista em si mesmo, pois exclui alguns grupos ou posturas, colocando-os em posição subordinada. Além disso, está claro que para os partidários do mito oficial, a verdade não importa aqui, mas somente a 'estabilidade' dos mitos fundadores - estes partidários, não aqueles chancelados por eles como 'relativistas históricos', estão efetivamente praticando a perspectiva da 'pós-verdade' já que gostam de evocar 'fatos alternativos', além de excluirem mitos fundadores alternativos. Ao criticar a cultura politicamente correta do cancelamento, devemos dessa maneira sempre ter em mente que compartilhamos seus objetivos (pelo feminismo, contra o racismo, etc.) e que criticamos sua ineficiência na busca por tais metas. Com os defensores dos mitos fundadores, a história é diferente: seus objetivos são inaceitáveis e nós esperamos pelo seu fracasso na busca para atingí-los.
(Tradução: Marcos V. Gomes)
23 de out. de 2017
Temer e a pobreza tipo exportação
Milhões retornam à pobreza no Brasil, diluindo a década do crescimento.
24 de ago. de 2017
O repugnante Jair Bolsonaro
Este é o político mais repulsivo do mundo?
Bolsonaro e as mulheres
Bolsonaro e os negros
Bolsonaro e os homossexuais
Mas, este homem pode se eleger presidente?
5 de jul. de 2017
O samba da Mallu é vexame, madame
Mas o tempo passou e a Mallu que pedantemente quis rebater as opiniões contrárias com o famigerado discurso do ''racismo inverso contra brancos'' e assumindo uma capacidade técnica que não possui, apenas fez aumentar um sentimento de frustração entre eventuais admiradores e até entre seus seguidores/fãs que não encontravam argumentos para uma apresentação tão amadora.
Mallu, de modo relapso, tem usado essa estrutura enxertada nas letras em Língua Inglesa, demonstrando desatenção e pouco apuro na composição de suas músicas. Vejamos alguns exemplos: em sua ''Her Day Will Come" (''O Dia Dela Vai Chegar'') Mallu abusa da falta de métrica em inglês:
She's got an old mobile,
But could receive calls,
She's got a pretty smile,
When she falls down.
Ela tem um velho celular
E poderia receber chamadas
Ela tem um belo sorriso
Mas ninguém lhe ajuda
Quando ela cai
o problema é que ''mobile'' [móbol] [mobáil] [móbil] tem três pronúncias diferentes então qual delas escolher para rimar com ''smile'' [ismáil]?
Outro exemplo de rima mal feita na mesma música:
She's got a pretty face,
Just waiting a kiss.
She's got her own charm,
But she's never been on the hot list.
Ela tem um belo rosto
Apenas esperando um beijo
Ela tem seu charme só dela
Mas nunca está entre as melhores
Aqui temos ''kiss''[kiz] que não rima em hipótese alguma com ''list'' [list]. Finalizando, temos o trecho que se repete e merece ser citado:
She's hiding all her bubble gum,
Looking for a real chum.
She knows more than anyone,
That her day will come.
Her day will come.
Ela está escondendo toda sua goma de mascar
Buscando por um amigo verdadeiro
Ela sabe mais do que ninguém
Que seu dia vai chegar.
Seu dia vai chegar.
A palavra ''bubble gum'' (chiclete) rima com ''chum'' (camarada). A questão é que é uma rima desconectada de sentido - seria o mesmo que rimar ''broto'' com ''absorto'', palavras dicionarizadas mas sem força semântica no uso atual, principalmente na voz de uma cantora hipster-pop. Mallu usou a rima que vem de ''Got any gum, chum?" (''Tem chiclete, amigo''?) que foi uma pergunta muito utilizada por crianças inglesas durante a Segunda Guerra feita aos soldados americanos que encontravam pelo caminho, visto que havia racionamento de comida e outros produtos básicos de alimentação. Essa frase até virou tema de música composta por Murray Kane in 1944 ''Have Ya Got Any Gum, Chum?". Além disso, há a impossível rima entre ''anyone'' e ''come'', onde ela mais uma vez quis ''aportuguesar'' as rimas de palavras do inglês apenas por uma terminação semelhante entre elas.
A falta de cuidado na composição também acontece nas letras em português. Na inacreditável ''São Paulo'', Mallu abusa do descuido como letrista, escrevendo versos praticamente ''explodidos'' e que necessitam de um esforço vocal que somente seria viável se cantados por cantores líricos. Vejamos:
Sou gata da vida, eu venho do mato
Da selva de pedra, São Paulo
Você que me ature e não há quem segure
A coragem dos meu vinte e quatro
Na estrofe, o segundo e quarto versos estão comprometidos. Quando cantados na gravação, a cantora faz um esforço enorme em ''São Pa-a-a-aulo'' e em ''meus vinte e qua-a-a-tro'', o que soa ruim, deselegante. É uma espécie de falha de ignição vocal que resulta na quebra da frequência da voz e do ritmo. A performance ao vivo é mais sofrível ainda e na terceira estrofe o mesmo vício anterior permanece:
As cartas na mesa, eu aposto em mim mesma
A minha garganta é de prata
Me olha no olho, você não me assusta
A roda da sorte me abraça.
sendo que o segundo verso é cantado ''A minha garganta é de pra-a-a-a-ta'' e no quarto ''A roda da sorte me abra-a-a-a-ça''.
Já em ''Você Não Presta'' o problema é outro, a começar pelo ritmo, que nem samba é, mas que se aproxima de um ska, muito apreciado por bandas de rock nacionais como Paralamas do Sucesso, Skank, etc. A introdução com uma cuíca que beira a cafonice e com metais (!) a se perder de vista e a falta de ritmo sincopado denunciam isto; de percussão o que há uma sonolenta bateria. E, para completar, temos Mallu Magalhães cantando fora do tom tanto no estúdio quanto ao vivo.
Cantores e letristas competentes usam o melhor de si para que sua música se espalhe pelo gosto do público e não fazendo o contrário. Cazuza quando quis enveredar pela bossa nova e pelo samba fez a lição de casa corretamente: bebeu na raiz e não inventando, ouvia ''o morro'' e não seguia modismos (é inimaginável pensar Cazuza dizendo ''Esta é pra quem acha que branco não pode cantar blues, samba, bossa-nova, etc''). Renato Russo que se destacava como letrista, fazia com que letras quilométricas fossem assimiladas pelo público, graças às suas qualidades de compositor que conhecia versificação - como no caso de ''Eduardo e Mônica'' que foi escrita em versos de sete sílabas, usado por repentistas e que facilitam a memorização.
Mallu Magalhães deveria se esforçar mais, pois afinal é alma gêmea de Marcelo Camelo, cantor que quando no tempo dos ''Los Hermanos'' sempre quis ser classudo, assumindo um lado virtuose da MPB - que, evidente, era superestimado, apesar das qualidades. Com o fim do grupo ele casou e se associou a Mallu em projetos que não chegam nem perto de cantores de rock que enveredaram por algo menos híbrido (como o próprio Cazuza) e mais ''raiz''. Pelo que temos visto, esse quadro não mudará facilmente - tanto pela imagem millennial de Mallu, quanto pela falta de perspectiva pragmática possivelmente vinda do marido, mas ligado a cultura de DCE, médio-classista e alienada do mundo, da cultura e das opiniões das classes marginalizadas, tais como os negros ''cutucados'' infantilmente por Mallu. Se continuar assim, a sra. Camelo estará personificando, infelizmente, a personagem ''madame'' de João Gilberto mas só que do lado de dentro, fazendo vexame e distribuindo música ruim na Terra Brasilis.
Fontes:
https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/sao-paulo/
https://www.letras.mus.br/mallu-magalhaes/1307205/
https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/22497/
http://www.rhymezone.com/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y
https://www.youtube.com/watch?v=I1RyTI-dNFc
https://www.youtube.com/watch?v=9pDbY-6YA8A
https://www.youtube.com/watch?time_continue=8&v=hrh6zd5c0OY
4 de out. de 2016
O caviar reacionário de João Dória
Há que se destacar que políticos em seus discursos vitoriosos sempre recorrem à lembranças de lideranças, familiares e correligionários que já faleceram, trazendo para si a responsabilidade de prosseguir com seus legados para as futuras gerações, não sendo nada de excepcional tal ato. Mas no caso de João Dória, a rememoração vai além da mera dedicatória in memoriam justificável no calor da emoção que o momento exige. Ela dá uma pista dos reais motivadores de sua vitória, consequência de uma guinada recente de seu partido rumo à extrema direita no campo político, renegando uma perspectiva da administração atual baseada em conquistas sociais como diretriz de políticas públicas e de uma visão menos utilitarista e imediatista de se fazer política.
Dória, evidentemente, foi vitaminado (52% dos votos) pela parcela mais conservadora do eleitorado paulistano, aquela mesma que de panelas em punho foi recorrentemente vista nos últimos meses nas sacadas gourmet dos elegantes condomínios fechados da capital bandeirante, como signo de desaprovação de um governo democraticamente eleito com uma plataforma social que destoava do ideário de sustentação deste mesmo eleitorado paulistano médio-classista / alto-médio-classista. Os ''coxinhas-paneleiros'' foram o símbolo da discordância e da dissonância social sempre engambelada pelos discursos midiáticos de um Brasil harmonioso e das análises dos processos históricos direcionadas por uma pretensa conciliação de classes: eles tinham percebido o quão danoso para suas castas privilegiadas seria permanecer passivos diante um projeto de ínfimas proporções que buscava a instituição da justiça social e da ampliação de horizontes para uma grande parte da população brasileira frequentemente legada a último plano pelos donos do poder desde tempos imemoriais.
Assim, nada mais adequado para João Dória do que entrar em sintonia com o que o pensamento mediano paulistano mais queria. Mas para atingir esta meta, não bastaria endossar o fim do ciclo de governança de um partido subversivo (!) que, segundo a mentalidade política pouco elaborada da parte ressentida, estaria sendo responsável pela destruição da nação com esquemas de corrupção e jogadas políticas nunca antes vistas nas terras macunaímicas. Seria necessário mais do que isto, seria preciso um instrumento psicológico em consonância com os anseios dessa população seleta tão deseperada e que estava vendo seus sonhos de gente de bem irem pelo ralo com o surgimento de uma outra gente que já não aceitava ser tratada como extensões simbólicas de uma genealogia associada aos escravos trazidos do continente africano para sustentar as elites. E, para combater o pensamento progressista, nada mais adequado do que se apropriar do discurso da contrapartida do pensamento reacionário.
Como intrumento antiprogressista, o ideário reacionário é a estratégia mais elementar para estancar a ruptura das estruturas, fazendo com que coletivamente haja o deslocamento da condução dos anseios de um povo para o campo obtuso e refreador das ideias conservadoras. O reacionário é antes de tudo negador daquilo que se chamou entre o século 18 de Iluminismo, que é a base para a civilização ocidental contemporânea no campo filosófico, político e social. E para atigir este patamar de negação iluminista, o reacionário busca na regressão histórica, na simbologia mítico-religiosa e nacionalista e na tradição o material para suas teses, encontrando no pantanoso campo da negação da razão o instrumento de condução rumo à felicidade (no sentido filosófico) humana, o seu farol existencial.
Daí o uso do discurso ''político-transcendental'' proferido por Dória quando, numa mistura entre emocionado e empolgado, agradecia àqueles que lhes ajudaram a vencer o adversário Haddad por meio de seus ensinamentos dados enquanto vivos, somado às referências à simbologias religiosas como por exemplo a oração como elemento de conduta política ética — ''Eu sempre oro''— afirmou extasiado, como se justificasse a si e aos presentes sua missão suprema de libertador escolhido, recompensado apenas por ter feito preces ao ser supremo. Estes são indícios da direcionalidade de seu repertório político ao encontro da parcela reacionária dos eleitores da cidade de São Paulo e isto sob as bençãos políticas do já piedoso governador Geraldo Alkmin, conhecido político ligado a setores mais reacionários da Igreja Católica, como a Opus Dei.
27 de set. de 2016
O PowerPoint da injustiça
Pelo menos em 10 vezes nos últimos dois anos, cortes norte-americanas reverteram condenações porque os promotores haviam violado as regras do argumento justo usando o PowerPoint. E em muitos casos uma corte de apelação observou tais erros de conduta enquanto sustentava a acusação mesmo assim ou enquanto a revertia para outros campos (como ocorreu com o caso de Sergey Fedoruk). Observadores legais tem relatado há tempos que os promotores usam várias formas de, sorrateiramente, adulterarem a balança da justiça — tal como esconder evidências abonadoras, eliminar membros do corpo de jurados baseados em raça e entre outras coisas. Agora eles podem acrescentar outra categoria: acusação por PowerPoint. ''Isto é o clássico Uma imagem vale mais do que mil palavras '', disse Eric Broman, um advogado de Seattle que atua em apelações criminais. ''Até onde as cortes digam onde estão os limites, os promotores continuaram a testar estes limites''.
Fonte